Como bem disse o Agente 402 (
http://agente402.blogspot.com/), a viagem para Guaporé é ótima. Lindas paisagens, trânsito tranquilo, ainda mais que saímos 4h:30min de Porto Alegre. Sol no caminho todo, com aquele friozinho tradicional dessa época do ano.
Fomos em comboio com as equipes GSX e seu Eclipse 4x4 (
http://gsxdragrace.blogspot.com/) e nosso inseparável amigo Rafastra e seu Astra Belga 888 (
http://rafastra888.blogspot.com/), ambos da Associação Desafio (
http://www.categoriadesafio.com.br/). Cada um com seu reboque e muito cuidado com seu carro.
A equipe GSX teve uma perda na véspera da corrida, pois bateram na van que normalmente puxa o reboque. Sem perder muito tempo, os Gringos deram um jeito de colocar no 206 da família um gancho de reboque e se foram pra Guaporé. Eis o ocorrido.
A viagem foi um pouco complicada no início. O reboque do Eclipse balançava muito para os lados e dava medo de ver o carro e o reboque indo de uma pista para a outra. Pedi para que parassem e fomos dar uma conferida. Resultado: 206 com cerca de 800 Kg. Eclipse com 1260 Kg e mais uns 200 Kg de tralha, fora o peso do reboque. É claro que tinha algo estranho. Passamos todo o excesso para a D20 de nossa equipe e o problema praticamente foi solucionado.
Fizemos algumas paradas para revisar aperto das rodas dos reboques, dar uma conferida nas cintas que prendiam os carros e dar uma esticada nas pernas.
Quando chegamos em Guaporé, achamos estranho diversas equipes da empresa de energia trocando postes e cabos. Fomos descobrir mais tarde que alguém se perdeu na entrada da cidade e derrubou tudo.
O Autódromo de Guaporé é algo de impressionar. Bastante vegetação e muito bem cuidada, boa organização, muitos carros chagaram cedo. Porém, a organização estava sem energia elétrica para fazer as inscrições. Ficamos cerca de 10 minutos do lado de fora, discutindo (no bom sentido) com os seguranças para nos deixarem entrar. Logo apareceu o Marko Locutor e autorizou nossa entrada.
Novos membros da Equipe oNe4sEvEn - D20 Turbo Plus 1996 e o reboque refeito por nós.
Tínhamos box reservado e com nosso nome na porta. Excelente organização do evento. Nosso azar foi que a "tia da comida" não retirou a tempo seus equipamentos que estavam desde a noite anterior em nosso box e estava cheio de coisas, incluindo apetitosos morangos cobertos com chocolate no espeto. Demos uma de esperto e transferimos para o box do lado...
Não perdemos muito tempo e logo colocamos o carro na pista.
Descobri somente hoje que o 147 na primeira puxada, que foi a mais mansa de todas, já tinha virado 9,098s nos 201m. Mesmo com 60 pés de 2,450s, passando a 142 Km/h.
Tivemos um pequeno contratempo com a tampa do reservatório de óleo do suspiro, que voou na reta. O Rafael conseguiu achar, toda retorcida, e a prendemos com tire up em furos feitos com chave de fenda.
As passadas seguintes foram constantes nos 9,2s e 9,3s, com 60 pés na casa dos 2,2s. Entretanto, a caixa começou a apresentar o velho problema para engatar a 3ª marcha. Mesmo sem entrar no tempo certo, o prometia. Tentamos dar uma arrumada, mas sem resultado.
Isso tudo foi nos treinos livres da manhã.
Nas classificatórias, os 60 pés começaram a cair, chegando a 2,1s na primeira puxada e 2,0 na segunda. Nesta última, veio um 9,079s a 130 Km/h. Analisando as melhores parciais do dia, poderíamos ter entrado tranquilamente na casa dos 8s. Olhamos o mapa do datalogger e novamente problemas na alimentação de combustível, embora o carro não apresentasse perda de potência ou risco de quebra.
Eu, como uma espécie de chefe de equipe, já que o Gustavo passou a ser o piloto, disse: "Vai com tudo! Dá pra quebrar. Se moer a caixa, azar, compramos uma decente.". E lá foi o Gustavo para a melhor puxada do dia, em que todos concordaram que o tempo tinha sido ótimo. Para nossa surpresa, deu erro na cronometragem e nosso 147 passou a ser o motor 4 cilindros mais rápido do mundo, fazendo os 201m em 1,6s e a incríveis 430 Km/h. O duro foi segurar no freio depois... Foi uma pena ter dado esse erro.
Em uma puxada contra o Golf do Alexandre, que foi conosco para Guaporé, e que tem mais de 600cv, o 147 fez bonito e levou a melhor.
Não perdemos um puxada, que eu lembre ao menos.
Foi incrível como as pessoas olham o carro, nos perguntavam sobre a preparação que tinha o 147 e mais surpreendente ainda era a reação quando falávamos que era um motor original com uma turbina pequena.
Sucesso quem fez foi o pneu Black. Posso estar enganado, mas creio que por aqui fomos os primeiros a usar. Graças ao nosso amigo Carlo Isaia que trouxe da Argentina esse par. E ficaram muito bem nas rodas agora pintadas de branco e com o adesivo da OZ Racing (lembram bastante).
Missão cumprida! GSX foi o carro mais rápido do evento e o Astra 888 o terceiro. O 147 foi mais para ver como estava se portando a nova configuração e todos sairam felizes. Hora de carregar tudo e voltar.
Voltando para Porto Alegre logo depois de uma chuva. Saímos com tempo seco.
Paramos para comer um café da tarde bem reforçado em uma tenda toda de madeira rústica, com torrada, pastel e caldo de cana maravilhosos, além da linda vista.
A volta foi bem complicada. A chuva apertou bastante, o 206 ficou quase sem freio, o gancho da Montana se soltou (por sorte não caiu). Tudo tirado de letra. A união do pessoal da AD fez a diferença. Cada um ajudou o outro de alguma forma para superar esses problemas.
Quem não foi, PERDEU!!!